27 de nov. de 2010

Calos e calosidades

A pressão das calosidades…..

Noventa por cento dos problemas resultam do uso de calçado inadequado. Com efeito, sapatos demasiado curtos ou apertados podem causar calos e calosidades. Se forem usados durante muito tempo, originarão mesmo deformações nos pés.Por vezes, as pressões exercidas nos pés tornam-se desajustadas e a fricção extra transfere-se para uma determinada área do pé. Quando isto ocorre, o corpo reage a esta pressão produzindo um espessamento da camada superficial da pele. Este endurecimento da pele é conhecido por calosidade e é uma resposta protectiva do nosso organismo, com o intuito de proteger os tecidos das camadas inferiores da pele. As calosidades variam de tamanho e forma. Geralmente, não são dolorosas, mas algumas tornam-se tão espessas que a pele se torna rígida e gretada, o que pode causar desconforto.

E dos calos…

Se a pressão se manifesta sobre um osso sujeito a fricção constante, um calo “duro” pode-se desenvolver. Os calos têm um núcleo duro e ceroso que se forma na epiderme, a camada exterior da pele, e que depois de penetrar no tecido subjacente, comprime os nervos da derme. Os calos provocam dor intensa quando sujeitos a pressão.
Os calos “moles” normalmente desenvolvem-se entre os dedos (predominância entre o quarto e o quinto dedo) onde a pele se encontra humedecida pela transpiração ou pela secagem inadequada. Têm uma cor branca e endurecida, semelhante a borracha e são também causados por fricção excessiva.
Os calos e as calosidades encontram-se na maior parte das vezes na planta dos pés, ou no topo dos dedos. Também se podem desenvolver na zona do calcanhar e entre os bordos das unhas.

O que causa os calos e as calosidades?

Os calos e as calosidades são causados por atrito ou pressão sobre a pele, em regra devido ao calçado inadequado ou a actividade profissional ou desportiva que implica fricção e pressão constantes. Porém, estas alterações podem ser indicativo de problemas mais complexos provocados por deformações na estrutura óssea ou alterações da própria marcha.
Localização de Calos e Calosidades
Localização de Calos e Calosidades

Quem poderá sofrer de calos ou calosidades?

Quase todos nós! De facto, os calos e as calosidades afectam mais pessoas do que qualquer outro tipo de problema dos pés. Algumas pessoas têm uma tendência natural para desenvolver calosidades devido ao seu tipo de pele, ou por sofrerem de alterações mais específicas como a diabetes, problemas endócrinos ou vasculares. Por exemplo, as pessoas que sofrem de diabetes ou de má circulação estão mais suscepitíveis de desenvolver infecções potencialmente graves, relacionadas muitas das vezes com o auto-tratamento  das calosidades.
Os idosos também estão em potencial risco. Ao longo dos anos, o tecido subcutâneo presente na planta dos pés diminui, assim como diminui a elasticidade dos tecidos. As articulações do pé e dos dedos do pé também sofrem alterações biomecânicas e desgaste. Estes factores contribuem para o surgimento de calosidades na planta do pé ou no topo dos dedos.

Como tratar de calos e das calosidades

O melhor tratamento para calos e calosidades é eliminar a fonte de pressão que lhes dá origem. O seu Podologista irá examinar o seu pé de forma a encontrar a causa do excesso de pressão. As alterações estruturais dos dedos, como por exemplo, dedos em garra ou as alterações da forma de caminhar, podem estar na origem do aparecimento dos calos e das calosidades. Torna-se assim importante, a avaliação morfológica e articular do pé realizada na consulta de Podologia.
As preparações comerciais, tais como tinturas e adesivos para calos só tratam os sintomas – não o problema. De igual forma, a aplicação destes produtos na pele saudável que rodeia a calosidade, pode ser potencialmente perigoso. As preparações comerciais só devem ser usadas mediante aconselhamento profissional.
Tome nota:
È importante que nunca realize auto-tratamento de calos ou calosidades. O ambiente quente e húmido, confinado do calçado, é propício ao desenvolvimento da infecção. Pequenos cortes realizados durante o auto-tratamento, podem facilmente tornar-se em ferimentos perigosos.

Consulte o Podologista

O seu Podologista não só irá recomendar formas de alívio da dor e proceder à eliminação dos calos e das calosidades, como também o ajudará a isolar a causa e prevenir a recorrência do problema.
No tratamento de um calo doloroso, a remoção indolor da camada externa, permite remover o centro ou núcleo do calo. Este procedimento não causa dor.O Podologista ajudar-lhe-á nas decisões da escolha de calçado, de forma a evitar o aparecimento das lesões. Em alguns casos, ortóteses plantares (palmilhas compensatórias), prescritas e realizadas pelo Podologista, reduzem as forças de pressão durante o caminhar e proporcionam alivio.

A prevenção de calos e calosidades e o cuidado com os pés

A melhor maneira de prevenir o desenvolvimento de calos e calosidades, é dar atenção aos seus pés, sempre que sentir uma pressão extra em determinada área do pé. A adequação do calçado é essencial, especialmente se passar longos períodos de pé ou a caminhar. Opte por mudar o calçado que utiliza no local de trabalho, para um calçado mais confortável se prevê que vai caminhar muito.
A hidratação diária da pele é importante, mas não se esqueça, que estes problemas são causados por excesso de pressão. Se sentir que está a desenvolver um calo ou calosidade ou se apresenta uma destas lesões de momento, procure o Podologista que são profissionais de saúde altamente qualificados e treinados para a prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação das patologias dos pés. Os programas continuados de educação e especialização da carreira, garantem o melhor desempenho da sua função.
Visite o seu Podologista com regularidade, de modo a prevenir problemas futuros, aliviar a dor e o ajudar a conseguir uma melhor mobilidade.

25 de nov. de 2010

Veja como se faz Remoção de unha encravada

                                                    Somente para os Podólogos

                           

Veja abaixo perguntas e respostas feitas para você !!

 Qual a importância do podólogo e qual a função desse profissional?
O Podólogo é um profissional da área de saúde de nível médio. A função dele, além de tratar algumas lesões superficiais, é prevenir e orientar o aparecimento de lesões nos pés como micoses nas unhas e entre os dedos – conhecidas popularmente como frieiras –, unhas encravadas, calos, calosidades e verrugas são as mais comuns, que são doenças superficiais dos pés.

Quando se deve procurar o Podólogo e com que freqüência devemos procurar esse profissional?
O ideal é que a população procure o Podológo periodicamente, pelo menos uma vez a cada mês, mesmo que não haja nenhum tipo de lesão nos pés. Muitas pessoas só procuram o Podólogo quando estão com algum problema e, na verdade, o trabalho do Podólogo deveria ser muito mais preventivo.

Como é o tratamento feito pelo Podólogo realizado na rede SPA?
São basicamente procedimentos de higienização e hidratação dos pés. No caso do cliente não apresentar nenhum problema, o Podólogo corta as unhas de forma correta, higieniza-as retirando os excessos de pele para evitar o encravamento das unhas, remove os excessos de queratina (que é a proteína que se concentra em forma de pele em algumas áreas da sola dos pés, conhecida vulgarmente como calosidade) lixando essas áreas e por fim a hidratação dos pés.

Quais os cuidados básicos que devemos ter com nossos pés e unhas?
O principal cuidado que devemos ter com nossos pés é a secagem. Normalmente as pessoas não têm o hábito de secar os pés, a grande maioria nem lava os pés como eles merecem. O ideal é que se passe sabonete em todo o pé, lavar entre os dedos para remover os excessos de pele morta, que é natural que haja. Feita a limpeza, secá-los muito bem com um papel toalha ou com uma toalha felpuda. Caso o cliente apresente alguma alteração com fungos é aconselhada a secagem com secador de cabelos para que os pés fiquem bem secos, pois a umidade é que gera a proliferação de fungos.

Quais os problemas mais comuns nos pés ou nas unhas que podem ser tratados pelo Podólogo?
Os problemas mais comuns são as micoses nas unhas, devido a grande facilidade de contaminação através de instrumentais que não são esterilizados adequadamente, e, até por esmaltes contaminados. Em segundo lugar estão as lesões por agentes mecânicos que são chamados calos e calosidades, muito comuns em decorrência de algumas deformidades clássicas como os joanetes, dedos em garra, que são causados por uso de calçados inadequados.  Essas deformidades ocorrem porque alteram a área de atrito na sua marcha ou mesmo na estabilidade, ou seja, quando se está andando ou parada. Isso faz com que o aumento do atrito gere uma proteção na pele, e essa proteção faz com que cresça uma camada espessa e forma-se o calo.

No Brasil existe a cultura de retirar a cutícula. Essa prática é correta?
A cutícula é um tecido que tem a finalidade de proteger a unha e a ponta dos dedos. Quando a cutícula é removida, estamos retirando o que seria um cordão de isolamento do nosso dedo. Ficando o caminho livre para os microorganismos penetrarem, assim como a umidade e, facilitando assim o surgimento de lesões tanto nos dedos como na matriz da unha. E é importante que se diga que uma vez atingida a matriz da unha, não há mais tratamento para a restauração daquela unha. Por isso não se deve retirar a cutícula das unhas, principalmente dos pés que estão muito mais vulneráveis a lesões.

Qual seria o tipo de calçado mais adequado e que não traz problemas aos pés?
Os sapatos devem ter o tamanho ideal, ser confortáveis e não podem machucar os pés. Nada de calçados justos ou apertados achando que eles vão alargar com o uso. Uma orientação importante sobre calçados é comprá-los sempre na parte da tarde ou noite, quando o fluxo sangüíneo já está normal e os pés assumem o inchaço normal do dia-a-dia.

Pés diabéticos*


O pé de um diabético pode estar mais sujeito a ser vítima principalmente de três processos patológicos básicos: isquemia, neuropatia e infecção. Sabendo-se que problemas com os pés são muito freqüentes e geralmente graves nos diabéticos, é importante que se tomem alguns cuidados para evitar complicações como os sugeridos em unidades de atendimento hospitalar ao pé diabético:
- manter as glicemias e a pressão arterial sob controle para evitar os danos neurológicos e vasculares;
- lavar os pés diariamente e secar com cuidado, especialmente entre os dedos, com toalha macia e absorvente. Testar a água com a mão ou cotovelos antes do banho, pois os pés podem não sentir apropriadamente – e evitar extremos de temperatura;
- inspecionar ao redor e entre os dedos diariamente e observar qualquer alteração (como bolhas, cortes, rachaduras, etc.), lembrando ser comum em diabéticos lesões graves nos pés não serem percebidas por causa da redução ou ausência de sensibilidade. Usar um espelho para auxiliar na inspeção da sola dos pés e pedir a um membro da família para inspecionar, especialmente se tiver a visão prejudicada;
- ao cortar as unhas, não arredondar os cantos, cortá-las completamente retas. Isto evita a paraníquia (unha encravada) que pode ser extremamente grave no diabético;
- nunca cortar e usar agentes químicos para remover calos. Lesões podem se desenvolver em função disto;
- usar meias apropriadas, sem emendas ou mesmo costuras. Qualquer irregularidade pode causar lesões;
- se os pés estão frios à noite, usar meias. Não usar bolsas de água quente ou almofadas térmicas;
- evitar caminhar descalço, especialmente em pisos irregulares, escorregadios ou sujos e nos aquecidos como areia, asfalto ou próximo a piscinas;
- inspecionar os calçados internamente todos os dias e evitar usá-los sem meias;
- os calçados devem ser confortáveis na hora da compra, não esperar que eles se adaptem com o uso. Não usar calçados novos mais do que uma ou poucas horas na primeira vez. Lesões desenvolvem-se rapidamente. Dar preferência a calçados de couro, tela ou tecido, que permitem aos pés “respirar”;
- não fumar, o cigarro prejudica ainda mais a circulação sangüínea periférica;
- praticar atividades físicas orientadas, especialmente porque favorecem a melhora na circulação sangüínea periférica, estimulam a sensorialidade e, principalmente, porque exercícios de membros inferiores favorecem o bombeamento de retorno venoso sangüíneo. Evitar exercícios de impacto dos pés, como saltos, chutes etc.
Práticas como a massagem também podem ser úteis com o intuito de estimular a circulação periférica e mesmo estimular a sensibilização e conscientização pelo toque dos pés.
O diagnóstico de pé diabético depende muito de um exame clínico adequado, ou seja, uma boa anamnese e um bom exame físico. Portanto, se faz necessário entender, pesquisar e interpretar todos os sintomas e sinais apresentados pelo paciente. A avaliação clínica do pé deve ser feita em todas as consultas, ou pelo menos uma vez ao ano, e em alguns pacientes pode necessitar uma maior investigação. Nos casos duvidosos utilizam-se testes e exames auxiliares para aumentar a capacidade diagnóstica.
Dados epidemiológicos apontam que o pé diabético é responsável por 50% a 70% das amputações não traumáticas de membros inferiores e é 15 vezes mais freqüente entre diabéticos, além de concorrer com 50% das internações hospitalares.